"Nada na vida deve ser receado. Tem apenas que ser compreendido"
By: Marie Curie

domingo, 21 de março de 2010

AS PLANTAS DO PALEOZÓICO

Este trabalho, realizado no âmbito da disciplina de Biologia e Geologia, consiste na elaboração de uma investigação sobre um ser vivo ou um grupo de seres vivos que existiram na era Paleozóica.

Numa fase inicial da nossa investigação concluímos que o aparecimento da primeira espécie (planta) ocorreu no fim do Devónico, sendo as primeiras espécies a aparecer as árvores-feto(Pteridophytas), como por exemplo samambaias e avencas.
Nesta fase desenvolveram-se também as gimnospérmicas.
A vida das plantas desenvolveu-se na água e este processo demorou mais de três biliões de anos. A evolução da atmosfera foi crucial para o aparecimento das plantas, a concentração de oxigénio aumentou ao longo do tempo o que permitiu que o ambiente terrestre fosse colonizado pelas mesmas.

A atracção pela vida terrestre foi a maior disponibilidade de dióxido de carbono na atmosfera. A baixa disponibilidade de água foi um dos maiores constrangimentos para as plantas, o que provocou alterações na fisiologia, morfologia e anatomia das mesmas.
No Carbonífero, as florestas foram dominadas pelo desenvolvimento de árvores altas. Esta fase é caracterizada também pelo aparecimento de pteridospermas e licófitas de porte arbóreo e esfenófitas.

Morfologia das plantas:

Todas as plantas gimnospérmicas são terrestres, e embora apresentem tamanhos variados, são sempre árvores ou arbustos. o seu crescimento é contínuo tanto em altura, como em largura.
Ex. coniferas


As samambaias são plantas totalmente desenvolvidas, formadas por um caule, normalmente um rizoma e as folhas, chamadas frondes neste grupo, são muitas vezes compostas ou recompostas, ou ainda em forma de língua.


No grupo dos Pteridospermas os melhores representantes conhecidos são as Lyginopteris Oldhamia, uma planta rasteira com hastes até 4 cm de espessura com grandes folhas enroladas na sua juventude. O tronco é simples e pouco ramificado, como podemos verificar pela imagem ( lyginopteris fossilizado)


No grupo das Licófitas temos como exemplo a sigillaria que possuia um caule com 20 a 30 metros de altura e, às vezes, com 1 metros de diâmetro, sendo direitos, terminados no cimo por um tufo de folhas agudas e comprida. Estas plantas viviam em regiões pantanosas.
Como não há registo de imagens desta planta, apresentamos um esboço da mesma.


A planta annularia é um exemplo de uma planta esfenófita. São plantas cujas folhas estão dispostas concentricamente ao redor de uma haste fina.
Apresentamos um registo fóssil da mesma na imagem.












Bibliografia: http://66.102.9.132/search?q=cache:dYrKFiuS8ZoJ:www.icb.ufmg.br/lbem/aulas/grad/evol/especies/aula10histvida.html+morfologia+das+plantas+do+Paleozoico&cd=3&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Visita de estudo ao Parque Paleozóico de Valongo

No âmbito do projecto curricular do 10º ano, vimos por este meio dar a conhecer todos os pormenores relativos à visita de estudo ao Parque Paleozóico de Valongo realizada no dia 3 de Fevereiro de 2010.
Visita esta que contou com a participação dos professores de Biologia e Geologia, respectivamente, Professor António Varela e Professor Luís Ferreira e toda a turma 10.1, sendo a visita coordenada pela Responsável pelo centro Interpretativo.

As formações geológicas registadas no Parque são de idade Paleozóica ou ainda mais antiga, com idades superiores a 280 milhões de anos.
Uma vez que todo este era coberto por água (mar), existem registo de fosseis marinhos no local e marcas de ondulações nas rochas.
Este também é constituído por um vasto número de cristas, que emergem num ponto mais alto, sendo que entre elas, encontra-se um local denominado vale do Rio Ferreira.


Iniciamos a visita, visitando o centro Interpretativo de Valongo. Lá, analisamos toda a informação relativa ao Parque Paleozóico, disponível em cartazes, mapas geológicos, exposição de exemplares fósseis, a explicação da guia, entre outros.


De seguida percorremos o Parque Paleozóico de Valongo, sendo que fomos recheados com partes da história do mesmo.
Na primeira paragem observamos uma falha, falha esta com rugosidade e um sentido especifico que mostra o quebramento da mesma. Na segunda paragem observamos um fojo, abertura esta que servia de ajuda para os romanos retirarem o ouro. Na terceira paragem, observamos as marcas de ondulação, que indicam que Valongo já foi coberto por água. Na quarta paragem, visualizamos uma rocha com dobras, onde era predominante o quartzito. Na quinta paragem, vimos um conglomerado de cimento argiloso e quartzo, que se formou devido à diagénese. Por ultimo, observamos as cristas no cimo da montanha.

Com a realização da visita de estudo e do trabalho, para além de enriquecermos as nossas ideias gerais sobre o Paleozóico e os tipos de rochas que predominam na Era, foi uma maneira interessante de o nosso “saber” evoluir.
A visita foi bem apresentada. No entanto podia ter sido mais interessante e chamativa.